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O Tempo e a Estrada - Comemorando os 10 anos da banda, o terceiro disco da Fábrica da Arte.

O novo disco da Fábrica da Arte celebra os 10 anos da banda. Traz 10 músicas inéditas e uma coletânea com 9 músicas dos dois primeiros trabalhos, Fábrica da Arte e Matinal.

Entre as músicas novas há a colaboração autoral de dois integrantes, Querô e Pedro Guinle, além das colaborações costumeiras de Márcio Kadá e Paulinho Belúcio, tendo ainda este último uma parceria com Rico Belúcio. As músicas mantêm o estilo da Fábrica da Arte, mas também trazem algumas ousadias: Água do Fruto, de Rico e Paulinho, mistura baião e rock em uma estrutura incomum; Olho Mágico, de Pedro, traz sua voz e uma letra despretensiosa e alegre; Quero Blues é um blues instrumental com destaque na guitarra rascante de seu autor Querô, e Vida de Lua e Sol, de Márcio, insere uma programação de bateria eletrônica! As outras músicas passeiam por diversos ritmos e temas. 

Há, como nos outros discos, vários músicos e amigos convidados. Em Diferente, de Márcio Kadá, participam Carla Camargo Brasil, César Menezes, Marinho e Talita Rustichelli; em Água do Fruto, além dos quatro acima, participam Marcelo Mazzei, Raquel Belúcio e Raul Belúcio; Em Vida de Lua e Sol, Makô toca as guitarras. Há também as participações especiais de Rico Belúcio, em Juventude, de Paulinho, e Val Carvalho, que gravou percussão em O Tempo e a Estrada, de Márcio, em 1999.

A capa é uma conseqüência das idéias das capas dos dois primeiros CDs. Em produção e fotografia de Paulinho Belúcio, o luthier, músico e professor, Bruno Zago ensina a jovem Raquel a tocar violino. Uma pequena parte da experiência adquirida pelo Sr. Bruno ao percorrer o tempo e a estrada de sua vida é transferida à pequena aprendiz, que tem todo o tempo para traçar sua estrada. A foto recebeu pertinente edição de Márcio Kadá e Paulo Sedlacek, que inseriram as flores, a boina e a belíssima cor da capa.

A gravação foi feita em períodos espaçados de tempo, em três estúdios diferentes. Em 1999, no extinto estúdio Wave, de Amadeu Soliani, em 2005 e 2006 no Studio Makô, e em 2006 e 2007 no estúdio Live


Matinal, o segundo disco da Fábrica da Arte

Matinal tem baiões, baladas, reggae, seresta e rock. Tem violões, guitarras, viola caipira, violoncelo, rabecão, flauta, bandolim, acordeom, teclados, percussões, baixo, bateria e, é claro, vozes. Tudo isso sem perder a essência do estilo da Fábrica.

Convidamos vários amigos e músicos da Região pra darem mais brilho ao trabalho. Veja só que galera: Adriana Foresti, Cafu, Edgar Alves, Elô Ferrari, Fabiano Nunes (Feto), Januário Bosco, Makô, Marcelo Calixto, Marialbi Trisolio, Marquinho Zambon, Osvaldo Martins, Querô, Thiago Correia e Zé Renato Gimenes!

A capa continua a idéia da capa do primeiro disco (veja abaixo). No primeiro, o luthier Bruno Zago constrói instrumentos. No segundo um bebê busca o instrumento feito pelo artífice.

A gravação foi no Studio Makô Audioproduções. Makô, além de proprietário do estúdio, é músico e professor de guitarra. Nas gravações manteve um espírito crítico altamente construtivo, atento às execuções instrumentais, aos arranjos, interpretações, etc.


O primeiro CD, "Fabrica da Arte"

Registrar o trabalho é um objetivo normalmente presente na vida de um músico e principalmente na de um compositor. O problema é: Como realizá-lo? Até pouco tempo atrás os obstáculos financeiros e técnicos faziam com que muitos músicos deixassem este sonho para mais tarde ou buscassem algum patrocínio para seu trabalho. Hoje, a tecnologia está mais acessível, com custo mais baixo, o que possibilita que uma gravação independente seja realizada com critério e recursos.

Quando se pode ultrapassar os obstáculos tradicionais, fica faltando resolver os problemas "em casa". Mas se tínhamos uma banda com compositores, músicos e cantores com um mesmo objetivo, faltava apenas executar o projeto.

Incluímos as músicas de nossa autoria em nosso repertório de shows e fomos burilando os arranjos. Depois, por indicação de Regina Amaro e Inês Peters, da Oficina Vilarejo, em Penápolis (SP), "fechamos" com o Estúdio Wave, da mesma cidade.

O estúdio certo foi fundamental para o sucesso do trabalho. Seu proprietário, Amadeu Soliani, encantou-se com o trabalho e acabou participando ativamente de todo o processo.

Nas gravações utilizamos o sistema ADAT. Iniciávamos gravando um violão guia com o metrônomo; depois, a percussão rítmica com a timba; depois, o baixo era gravado (então já não utilizávamos mais o metrônomo, pois tínhamos a percussão). E assim sucessivamente com violão, teclado, violão solo, pratos, efeitos de percussão e finalmente a voz.

Cada músico criou o arranjo de seu instrumento e tinha liberdade de sugerir arranjos para instrumentos dos outros músicos, o que resultou em muitas passagens interessantes.

A mixagem foi feita e refeita. Algumas canções foram mixadas quatro vezes até chegarmos à versão definitiva. Finalmente, depois de nove meses de constantes viagens Araçatuba-Penápolis (50 Km) e Ribeirão Preto-Penápolis (270 Km), acompanhamos a masterização em São Paulo.

Os MÚSICOS CONVIDADOS, Zé Renato, Pepa, César Menezes e Querô, fizeram suas participações com muita alegria e seriedade.

As fotos internas do encarte foram feitas por Gabriella Zauith e Valeska Mateus.

A capa foi feita a partir de uma idéia de Paulinho Belúcio - fotografar um luthier realizando seu trabalho faria o vínculo da fábrica com a arte e a música; a foto foi feita por Dani Ramos. O luthier é Bruno Zago, que também é músico - toca violino na Camerata de Araçatuba.

Bem, resta falar do clima que reinava no estúdio: muita curtição, muito prazer em fazer tudo. Várias pessoas compartilharam deste processo: amigos, familiares e vários músicos de Araçatuba.

Concluindo, você pode "ouvir" a energia da Fábrica da Arte no CD ou executando o MP3, disponível neste site. Divirta-se!







FÁBRICA DA ARTE NA PRAÇA


DIA 5 DE SETEMBRO DE 2008
A PARTIR DAS 20:30H
TEATRO ABERTO TOM JOBIM - PÇA JOÃO PESSOA - ARAÇATUBA
PROMOÇÃO SESC BIRIGUI
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